Os Molhes da Barra da cidade do Rio Grande são considerados uma das maiores obras de engenharia oceânica do mundo e sua construção visou melhorar a entrada e saída de navios do Porto, além de proteger o canal da formação de bancos de areia. São constituídos por dois quebra-mares construídos com gigantescas pedras que avançam quatro quilômetros no Oceano Atlântico. Um deles está localizado aqui no Cassino e o outro em São José do Norte.

No início do século passado, o lugar era conhecido pelos problemas de acesso perigoso e risco de naufrágios. A construção dos molhes aconteceu entre 1909 e 1915, depois de várias décadas de estudos e projetos para controlar as condições adversas da entrada do único porto marítimo do Rio Grande do Sul.

 

Passeio de vagoneta
Vagoneta pronta para um passeio

 

Além de essencial para a navegação, a obra é hoje um dos maiores atrativos turísticos da Zona Sul do Rio Grande do Sul. Nela, os turistas e visitantes podem realizar um inesquecível e emocionante passeio de vagoneta, adentrando o oceano. As vagonetas são carrinhos movidos à vela, que deslizam sobre trilhos, controlados por trabalhadores conhecidos como vagoneteiros. Os molhes da barra também são conhecidos por serem local de pesca e por abrigar o refúgio dos lobos e leões marinhos.

 

Pesca nos molhes
Pescadores no Molhe Oeste – Verão de 2018

 

O molhe oeste, localizado na Praia do Cassino, tem 3.16 km de comprimento, já o molhe leste, em São José do Norte, avança 4,2 km mar adentro. Transportadas por ferrovia de 90 km de extensão e construída especialmente para este fim, pedras de até dez toneladas foram jogadas ao mar, em um total de 4,5 milhões de toneladas. Toda pedra usada na obra foi extraída do município de Capão do Leão, que na época ainda pertencia a Pelotas. Trabalharam na obra, no pico, cerca de quatro mil operários. Os trilhos atualmente servem para passeio de turistas.

Os molhes fixam a barra do canal e o protegem da ação das ondas e do assoreamento natural, garantindo a navegação em condições seguras. Durante sete décadas a obra não precisou de manutenção. Nos anos 80, o molhe leste cedeu em vários pontos e a areia começou a invadir o canal, colocando em risco a navegação. A recuperação dos molhes iniciou-se em 1995 a um custo de 140 milhões de dólares, lançando mais meio milhão de toneladas de pedras e 100 mil toneladas de tetrápodes (blocos de concreto especiais). Os estudos em modelos reduzidos foram elaborados, no Rio de Janeiro, pelo INPH – Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias.

Ainda não conhecia a história? Vem para Pousada Vista da Barra, desfrute da nossa estrutura e aproveite os pontos turísticos que a região oferece!

Horário de funcionamento: das 7h30min às 18h em dias sem chuva

 

Voo de drone sobre o Molhe Oeste

 

Mais imagens dos Molhes

 

Vídeo – Obra de extensão dos molhes